A REDE DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA

Rede Abastecimento de Água

A distribuição da água tratada para os usuários finais é feita pela Rede de Abastecimento de Água, formada pelos conjuntos de tubulações hidráulicas, sistemas de bombeamento e pressurização (boosters) e reservatórios regionais. O volume de água que vai circular diariamente por essa Rede é minuciosamente calculado pelos projetistas, considerando-se o consumo da população atual e projetando-se também o crescimento futuro desta população e da demanda. Esse cálculo também permite determinar o diâmetro e o tipo de tubulações usadas em cada trecho da Rede (ferro fundido, fibra de vidro reforçada, PVC, PEAD etc), garantindo que a quantidade adequada de água chegue com qualidade e segurança (redes mal dimensionadas podem romper e provocar transtornos e acidentes nas ruas de uma cidade) a cada um dos consumidores – esse cálculo também é fundamental no controle dos custos da obra.

A água potável é bombeada a partir das Estações de Tratamento através de tubulações de grande porte, conhecidas como adutoras, e seguem na direção dos reservatórios instalados em pontos altos da cidade. Esses reservatórios são caixas de água de grande capacidade, que armazenam volumes de água suficientes para abastecer bairros inteiros simultaneamente por várias horas ou até mesmo por vários dias. A Rede de Abastecimento de Água trabalha utilizando pressão (rede pressurizada) para forçar a água a atingir os pontos mais distantes e também os pontos mais altos das cidades – quanto maior a altura dos reservatórios em relação a altura das edificações da cidade, maior a pressão da água nas tubulações. Cabe observar que no caso dos edifícios muito altos, a pressão da Rede de Abastecimento de Água normalmente não é suficiente para levar a água até o reservatório na laje superior – nessas edificações, existe um reservatório subterrâneo que armazena a água, que depois é elevada para a caixa de água superior por um conjunto de bombas.

Diferente das Redes Coletoras de Esgotos, que utilizam a força da gravidade para fazer o esgoto fluir pelas tubulações e por isso exigem a instalação de tubulações em perfeito declive (explicaremos isto em detalhes em um futuro post), as redes pressurizadas utilizadas para o abastecimento de água permitem a instalação das tubulações em profundidades variáveis acompanhando a topografia das ruas e avenidas, facilitando e barateando a sua construção – observe a ondulação da tubulação na foto que ilustra este post. Uma outra característica das Redes de Abastecimento de Água é que elas permitem a conexão dos ramais de abastecimento aos imóveis logo após a instalação de um determinado trecho (uma rua, por exemplo). Essa é uma das razões que levam governos e empresas de saneamento básico a concentrarem seus investimentos nas Redes de Abastecimento de Água (não há nada de ruim nesta escolha): políticos em época de eleição adoram as cerimônias de inauguração das redes de água nos bairros e as empresas de saneamento rapidamente começam a faturar com a emissão das contas de água. O grande problema é que as redes coletoras de esgoto, de obras muito mais demoradas e caras, sempre são deixadas para “um futuro”, normalmente incerto.

No próximo post falaremos dos impactos da chegada da água tratada numa comunidade.

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