A REGIÃO ENTRE SERRAS E ÁGUAS, OU A SEGUNDA PRAIA DOS PAULISTANOS

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Entre a face norte da Serra da Cantareira e a face sul da Serra da Mantiqueira está localizada a Região Entre Serras e Águas. Famosa por seu clima ameno e paisagens serranas deslumbrantes, a Região é reconhecida como uma área de grande qualidade ambiental e com um dos mais altos índices de qualidade de vida do estado de São Paulo.

Nos finais de semana e nos feriados, a Região disputa com as praias da Baixada Santista a preferência dos turistas da Grande São Paulo, que lotam as cidades do chamado Circuito Entre Serras e Águas: Atibaia, Bragança Paulista, Bom Jesus dos Perdões, Joanópolis, Mairiporã, Nazaré Paulista, Pedra Bela, Pinhalzinho, Piracaia, Tuiuti e Vargem. A culinária local, fortemente influenciada pela cozinha das Minas Gerais (que fica “logo ali na frente”), a produção de frutas – destaque para os morangos, e o clima estão entre os maiores atrativos locais. Também merecem destaque as represas do famoso Sistema Cantareira, que a partir de meados da década de 1960, passaram a ocupar os fundos de vales e incorporaram espelhos d’água às paisagens serranas.

O crescimento vertiginoso da população da Região Metropolitana de São Paulo a partir da segunda metade do século XX levou o governo estadual a estudar novas fontes para o abastecimento de água e a Região Entre Serras e Águas se mostrou como uma das mais promissoras. A região possuía um importante grupo nascentes de rios, fragmentos florestais bem conservados e um relevo adequado para a construção de reservatórios relativamente pequenos mas com grande capacidade de armazenamento de água. Na época, o governo estadual chegou a estudar a possibilidade de aproveitar as águas da região do Vale do Ribeira, no sul do estado de São Paulo, mas a ideia foi abandonada devido aos altos custos do bombeamento até a Região Metropolitana de São Paulo.

O Sistema Cantareira possui seis reservatórios espalhados pela Região Entre Serras e Águas, que respondem pela produção de mais da metade da água consumida na Região Metropolitana de São Paulo – esse volume justifica a preocupação e a repercussão da crise hídrica que quase secou o Sistema Cantareira. Essa crise foi provocada essencialmente por uma redução anormal do volume de chuvas na Região, porém existem uma série de problemas ambientais que contribuíram no agravamento dos problemas.

Falaremos sobre isso em um outro post.

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