UMA GRAVÍSSIMA SECA NO INTERIOR DO ESTADO DE SÃO PAULO E EM OUTRAS REGIÕES DO PAÍS

Enquanto muita gente anda se preocupando demais com as “grandes” queimadas na Amazônia e no Pantanal Mato-grossense, como se esses fossem problemas ambientais isolados, muitas outras regiões brasileiras também estão sofrendo com a forte seca e correm risco de assistir a ocorrência de grandes incêndios florestais. 

Entre esses casos estão o Norte e o Oeste do Estado de São Paulo, que estão passando pela pior seca dos últimos 50 anos, de acordo com informações da UNESP – Universidade Estadual Paulista. Grandes cidades como Ribeirão Preto e Araçatuba adotaram sistemas de racionamento a fim de garantir um mínimo de fornecimento de água aos seus habitantes. 

O importante rio Preto, que deu nome a São José do Rio Preto e responde por cerca de um terço do abastecimento da população, é um exemplo da força da estiagem – várias nascentes de córregos e riachos que desaguam no rio já secaram, deixando o seu leito quase seco. Perto de 180 mil moradores da cidade ficam com as torneiras secas entre as 12 e as 22 horas. Em Araçatuba, uma medida semelhante foi tomada e afeta cerca de 40 bairros. 

A forte seca que se abate sobre toda a região Central do Brasil está afetando importantes rios. O rio Paraguai, o mais importante da região do Pantanal de Mato Grosso, é um exemplo – em muitos trechos, o nível do rio mal atinge meio metro. No rio Paraná a situação não é muito diferente.

Na hidrovia dos rios Paraguai-Paraná na Argentina, a situação chegou ao ponto de o Senado do país decretar situação de emergência – os baixos níveis das águas se transformaram em um grave risco para a navegação fluvial.  Segundo especialistas do país, essa é a maior seca no rio Paraná dos últimos 100 anos. Os incêndios florestais também tem sido um grande problema na Argentina – 13 das Províncias do país sofrem com as fortes queimadas.

Enquanto sofremos com a forte estiagem e com os incêndios florestais por aqui na América do Sul, outras regiões do mundo estão sofrendo com fortes chuvas, um claro indicativo dos grandes problemas ambientais na “máquina planetária” e que estão sendo criados pelas mudanças climáticas. 

Na Índia, as famosas Chuvas da Monção deste ano estão muito acima da média histórica. Há cerca de duas semanas atrás, a cidade de Mumbai foi castigada com uma chuva que superou a marca dos 250 mm. Grande e cheia de problemas de drenagem de águas pluviais como São Paulo, Mumbai ficou, literalmente, embaixo d’água. 

Diversos países europeus também tem sofrido com as intensas chuvas deste ano. França, Alemanha, Áustria, Polônia, Hungria e República Checa estão entre os mais castigados. Na Itália, os problemas foram agravados por uma fortíssima precipitação de granizo há alguns dias atrás, com queda de pedras de gelo do tamanho de bolas de pingue-pongue. Em Maiorca, ilha pertencente à Espanha, os temporais alagaram ruas e garagens de prédios – o mesmo ocorreu no Nordeste da Inglaterra. 

Até na distante Rússia as chuvas não tem dado trégua – ao longo da costa do Mar Negro, perto de 60 pessoas já morreram devido às devastadoras trombas d’água que têm se formado e muitas regiões do grande país sofrem com as enchentes. 

Ou seja – os problemas climáticos são bem maiores e bem mais graves do que muitos podem imaginar. Muito pior – estão todos interligados. 

Torçamos todos pela chegada do tão aguardado período das chuvas aqui no Brasil!

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