O AUMENTO DO NÚMERO DE CASOS DE DENGUE NO ESTADO DE SÃO PAULO

Nesses últimos dois anos e meio, todos nós ficamos perplexos e preocupados ao extremo com a pandemia da Covid-19. Os números mais recentes indicam que mais de 30 milhões de brasileiros foram infectados e, desgraçadamente, 666 mil pessoas perderam suas vidas. Felizmente parece que o pior já passou e a vida vai voltando ao normal, ou, novo normal como adam dizendo. 

Enquanto a Covid-19 concentrou a atenção de todos nós, doenças mais triviais e cotidianas de nossas vidas acabaram sendo relegadas a um segundo plano. Muitos relaxaram com o tratamento de problemas cardíacos e de outras doenças, tendo havido um grande aumento no número de vítimas dessas doenças. 

Uma das doenças negligenciadas nesses últimos anos foi a dengue, um vírus arbóreo transmitido pela picada de mosquitos – especialmente o famigerado mosquito Aedes aegypti. Silenciosamente, a dengue vem crescendo e fazendo muitas vítimas sem chamar muito a atenção. 

Dados da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo publicados há poucos dias atrás mostram que houve um aumento do número de casos e de vítimas no último ano. Foram 153.300 casos neste ano, com 119 mortes confirmadas. Ao longo de todo o ano de 2021 foram 145.800 casos, com 71 mortes confirmadas

Para que todos uma ideia exata do aumento do número de casos foram 117,5 casos e 44 vítimas nos primeiros cinco meses de 2021, o que indica que houve um aumento de 30% nos casos. Com a redução das chuvas nos próximos meses há uma tendência de redução do número de casos. 

Na cidade de São Paulo os números indicam que houve um pequeno declínio nos casos – foram confirmados 5.543 casos até o dia 10 de maio. No mesmo período de 2021 foram 5.878 casos confirmados. Não foram registradas mortes nos dois períodos. 

A dengue, assim como outras arboviroses com a Zika, a febre Chikungunya e a febre amarela urbana, são doenças transmitidas por Arbovírus. Esses são vírus que circulam e são transmitidos para hospedeiros vertebrados por artrópodes vetores da doença. O mais conhecido desses vetores é o mosquito Aedes Aegypti.  

O mosquito Aedes Aegypti é originário do continente africano, onde aprendeu a viver próximo dos assentamentos humanos desde milhares de anos atrás. Foi durante o período das grandes navegações europeias que esse mosquito “pegou carona” nas embarcações mercantis, especialmente nos chamados navios negreiros, e chegou ao continente americano, se fixando nas áreas tropicais e subtropicais, do Norte da Argentina até o estado da Flórida, nos Estados Unidos da América.    

O ciclo da reprodução dos mosquitos depende da presença de água parada, onde as fêmeas depositam seus ovos. Esses ovos primeiro se transformam em larvas, um ciclo que leva de dois a três dias, e depois em pupas. Nessa última fase surge o mosquito propriamente dito, que eclode em cerca de 48 horas. Um mosquito Aedes aegypti costuma “colonizar” uma área com raio de 200 metros a partir do local do seu nascimento, ou seja, o recipiente com a água parada.  

Entulhos da construção civil, caixas d`água destampadas, resíduos sólidos descartados incorretamente (o famoso lixo jogado em terrenos baldios), construções abandonadas, entre muitos outros locais, formam pontos de acúmulo de água e se transformam em verdadeiras maternidades para a procriação dos mosquitos, o que resultar em grandes ondas de contaminação pela dengue.  

Uma das medidas mais eficientes para a prevenção dessa e de muitas outras Arboviroses é combater os focos de proliferação dos mosquitos: as poças de água de água parada nos quintais e terrenos baldios, além das caixas d’água e outros reservatórios destampados. 

Durante a pandemia da Covid-19 todos nos adaptamos a uma série de medidas preventivas – evitar aglomerações, usar máscaras, higienizar as mãos com álcool gel, entre muitas outras. Com a dengue é a mesma coisa – a prevenção, ou seja, a eliminação dos criadouros dos mosquitos Aedes aegypti será sempre o melhor remédio. 

Infelizmente, entra ano e sai ano e as pessoas não conseguem aprender a se prevenir contra a dengue e outras doenças transmitidas por mosquitos. Precisamos deixar de lado a nossa tradicional passividade e acabar de vez com esse tipo de doença que é facilmente evitável. 

Para o bem de sua família e de seus vizinhos, faça uma verificação geral em seu quintal e em terrenos próximos, eliminado qualquer recipiente que possa acumular água e se transformar em criadouro de mosquitos. 

Sua saúde vai lhe agradecer muito! 

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