OS ESTRAGOS CAUSADOS PELO TUFÃO RAI NAS FILIPINAS

A população das Filipinas ainda está se recuperando dos estragos causados pelo tufão Rai (também chamado de Odete) que atingiu o país no último dia 16 com ventos acima dos 195 km/h. Os maiores estragos foram nas ilhas de Siargao, Dinagat e Mundanao. De acordo com os levantamentos mais recentes do Governo local, foram confirmadas cerca de 375 mortes, 500 feridos e 56 pessoas estão desaparecidas. 

O tufão Rai está sendo considerado como a mais forte tempestade a atingir o país nos últimos anos. Ele foi classificado como o quinto super tufão da temporada no Oceano Pacífico em 2021, sendo considerado o mais mortal até o momento. De acordo com informações da PAGASA – Phillipine Atmospheric Geophysical anda Astonomical Services Administration, a classificação super tufão é dada a tempestades com uma velocidade superior aos 220 km/h

De acordo com a classificação meteorológica, furacões, ciclones e tufões são os mesmos fenômenos. A diferença na nomenclatura depende da região onde eles ocorrem. No Oceano Atlântico e no Norte do Oceano Pacífico essas tempestades são chamadas de furacões ou hurricane em inglês, palavra derivada do nome Hurrican, deus do mal para muitos povos do Mar do Caribe. 

No Noroeste do Oceano Pacífico essas tempestades são chamadas de tufões. No Sudeste do Oceano Pacífico e do Oceano Índico, essas mesmas tempestades recebem o nome de ciclones tropicais severos. 

A República das Filipinas é um grande país insular do Sudeste Asiático. É formada por mais de 7 mil ilhas, com um território de aproximadamente 300 mil km² e onde vive uma população de pouco mais de 100 milhões de habitantes. As ilhas ficam localizadas entre o Oceano Pacífico e o Oceano Índico, sendo devastadas frequentemente por tempestades e furacões. 

Conforme já tratamos em uma postagem anterior, as Filipinas já se encontram em um altíssimo grau de degradação ambiental – muitos cientistas chegam a afirmar que o país é uma “causa perdida” em termos ambientais. Mais de três quartos das matas nativas das ilhas já foram derrubadas por causa da exploração madeireira e também para a abertura de campos agrícolas. Alguns autores afirmam que resta algo entre 6 e 8% da vegetação nativa original

Sem a proteção das matas e sujeita a fortíssimas e frequentes tempestades, as ilhas Filipinas e sua grande população ficam sujeitas a enchentes, desmoronamentos de encostas, desabamento de casas, destruição de infraestruturas, entre outros problemas. Com o aquecimento global e com as mudanças climáticas em andamento, há uma tendência de um aumento cada vez maior na intensidade e na frequência dessas tempestades. 

Os males, infelizmente, não ficam restritos apenas aos ecossistemas terrestres – as águas marítimas do país também estão cheias de problemas. De acordo com estudos oceanográficos já concluídos, apenas 5% dos recifes de coral das Filipinas mantém entre 75 e 100% de sua cobertura viva. As razões para esta destruição maciça dos corais locais são muitas – pesca predatória com redes de arrasto, uso de dinamite e veneno na pesca, poluição, choque de embarcações contra as formações, entre outras agressões.    

Segundo declarações de autoridades das áreas mais gravemente atingidas pelo tufão Rai, o rastro de destruição lembra muito ao deixado pelo super tufão Haiyan de 2013, a maior tragédia já registrada no país e que deixou um saldo de 7,3 mil mortos. 

Equipes seguem nos trabalhos de busca e resgate de vítimas, principalmente em regiões isoladas. Também estão sendo feitos grandes esforços para a desobstrução de estradas, que foram bloqueadas com árvores caídas e por desmoronamento de encostas. Infelizmente, esse final de ano não será um dos mais felizes para muitos milhões de filipinos… 

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