LARRY: A “BOLA DA VEZ” NO ATLÂNTICO NORTE 

Uma postagem mais curta nesse dia do feriado da Independência do Brasil (7 de setembro).

De acordo com observações da NOAA – Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos, na sigla em inglês, a temporada de furacões no Oceano Atlântico Norte terá um “movimento” acima da média neste ano de 2021. Enquanto muitas cidades e Estados norte-americanos ainda se recuperam da passagem do Ida, um novo furacão já está ganhando força: o Larry

O NHC – Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos, na sigla em inglês, informa que o olho do Furacão Larry está a Leste das Pequenas Antilhas, a cerca de 1.700 km das Ilhas Leeward e a 2.579 km das Bermudas. O fenômeno atmosférico se encontra na categoria 3 da escala de furacões de SaffirSimpson, provocando ventos acima de 200 km horários e ondas de até 15 metros. 

Até o momento, o furacão Larry está distante da costa das ilhas e continentes e os riscos representados são mínimos para as áreas povoadas. Conforme o fenômeno for ganhando força (ele poderá chegar a categoria 5 na escala de furacões), ele poderá produzir reflexos até na região Norte do Brasil. As ondulações, conhecidas como swell, poderão atingir os estados do Amapá, Pará e Maranhão. 

Larry é o quinto grande furacão que se formou no Atlântico Norte ao longo de 2021, na esteira de Henri, Grace, Elsa e Ida. Conforme já destacamos em postagem anterior, a ocorrência de grandes furacões (com ventos acima de 178 km/h) no Oceano Atlântico Norte vem aumentando gradativamente nos últimos anos.  

Até o ano 2000, ocorriam em média 2 grandes furacões por ano no Atlântico Norte. A partir de 2015, essa média aumentou para 3 e, desde 2017, a média de furacões chegou a 6 a cada ano. E as previsões para o futuro não são nada animadoras – de acordo com projeções da NOAA, o número de grandes furacões deverá chegar a uma média de 8 ocorrências anuais até 2100. 

Segundo simulações em computador e estudos climáticos, o aumento do número de furacões no Atlântico Norte se deve ao aumento das temperaturas das águas dentro de uma extensa faixa entre o Sul do Estado da Flórida, nos Estados Unidos, Norte da América do Sul e Oeste da África. O aumento da temperatura das águas dos mares se deve às mudanças climáticas globais. 

As projeções dos meteorologistas indicam que o furacão Larry poderá atingir a categoria 4 nos próximos dias, com ondas significativas atingindo as Pequenas Antilhas, a Costa Leste dos Estados Unidos, além de Províncias da Costa Leste do Canadá. Outra característica desse furacão e que está chamando bastante a atenção dos especialistas é o seu formato anular, que foge do comum, onde o “olho da tempestade” é gigantesco e o ciclone é muito circular. 

Imagens de satélite mostram que o olho do furacão tem um diâmetro de 113 km (vide foto), “uma parede do olho muito espessa e virtualmente nenhuma espiral externa de nuvens”. Segundo os meteorologistas, “este tipo de furacão tende a se formar quando a atmosfera ao seu redor está seca, tornando difícil para a tempestade manter faixas espirais extensas de nuvens a partir do seu centro”. 

Furacões com essas características não perdem força tão rapidamente quanto outros furacões. Isso costuma resultar em grandes erros nas previsões de intensidade que são feitas pelos meteorologistas uma vez que que é bastante difícil prever a velocidade do seu enfraquecimento. Ou seja, o furacão Larry poderá no trazer “surpresas” nos próximos dias. 

Diferente de seu antecessor, o furacão Ida, que desembarcou no território dos Estados Unidos e seguiu deixando um rastro de destruição em terra, o Larry deverá permanecer em alto mar e se limitar a “fabricar” fortes ondas. As únicas áreas de terra que poderão sofrer mais com os efeitos do furacão são as Ilhas Bermudas. 

Entre tantas notícias ruins que os fenômenos climáticos tem criado nos últimos tempos, torçamos para que Larry passe em branco… 

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