ENFIM, CHEGARAM AS ABENÇOADAS CHUVAS DE VERÃO!

Chuva

Verão é sinônimo de muito calor, praias e, principalmente, de chuvas em grande parte do país.

De acordo com dados da Agência Americana de Meteorologia e Oceanografia (NOAA), que divulga previsões meteorológicas de alcance global, o fenômeno La Niña prosseguirá durante o verão e início do outono brasileiro, porém, com uma intensidade classificada entre fraca e moderada. La Niña é um fenômeno climático natural que, oposto ao El Niño, consiste na diminuição da temperatura na superfície das águas do Oceano Pacífico Tropical Central e Oriental, com reflexos no clima de todo o mundo e afetando o ciclo das chuvas aqui no Brasil.

Na região Norte, este verão promete ser mais chuvoso que o normal. Na região Nordeste, que vem enfrentando uma fortíssima estiagem desde 2011, as notícias não muito animadoras – apesar de La Niña normalmente trazer chuvas fortes para a região, neste verão a previsão é de precipitação inferior à média. As temperaturas no Oceano Atlântico não ficarão em patamares favoráveis à precipitação intensa e frequente – isto significa que, infelizmente, teremos a continuidade dos problemas de falta de água na região do Semiárido, noticiadas em tantas postagens aqui no blog.

Nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, as previsões indicam que as chuvas ficarão dentro da média, podendo ocorrer chuvas um pouco acima da média em algumas áreas do Centro-Oeste. Na região Sul, as chuvas também deverão cair dentro da média histórica, porém com má distribuição temporal.

Uma das características dos anos em que há a ocorrência do fenômeno La Niña são os poucos períodos de calor persistente. Entretanto, as previsões da NOAA indicam temperaturas acima da média neste verão no Rio Grande do Sul, no Oeste do Paraná e de Santa Catarina, em Mato Grosso do Sul, além de Roraima. Para a maior parte do país, as temperatura deverão ficar próximas da média histórica, com alternância entre períodos de calor e temperaturas mais baixas.

Verão também é sinônimo de problemas com as enchentes, alagamentos, desmoronamentos de encostas e outras fatalidades ligadas à nossa precariedade em infraestruturas para o controle das águas pluviais e da incapacidade de nossas cidades na gestão do crescimento urbano. Também é nesta época que as falhas e os problemas na gestão dos resíduos sólidos ficam mais evidentes – as chuvas carregam e espalham os resíduos, aumentando ainda mais o drama dos alagamentos nas ruas e avenidas das cidades.

Sem querer bancar o chato, sempre que chega o verão, ele costuma trazer a reboque uma série de doenças há muito conhecidas por todos nós, especialmente a onipresente dengue. Nestes últimos anos, a dengue passou a ser acompanhada por outras doenças como as febres ZikaChikungunya, além da febre amarela em algumas regiões. Todas estas doenças são transmitidas por mosquitos – destaque para o famoso Aedes Aegypti. A reprodução destes mosquitos está associada com os focos de água parada, que no verão aumentam substancialmente, favorecendo muito a reprodução dos mosquitos e a proliferação das doenças. Resta-nos torcer para que os surtos sejam menores que em anos anteriores, já que a prevenção, que consiste no trabalho conjunto de populações e autoridades na eliminação dos focos de procriação dos mosquitos, não funciona como deveria.

2017 foi um ano muito complicado e, acredito eu, não vai deixar muitas saudades para todos nós. Mesmo assim, para o blog, as coisas andaram bem – conseguimos publicar, entre trancos e barrancos, 265 postagens, conseguindo um total de 31 mil visualizações: nada mal para um espaço com temáticas tão específicas. Ano passado, quando começamos, foram publicadas 131 postagens, com apenas 471 visualizações (ou seja, só os amigos mais próximos acessaram o blog). Espero que em 2018 consigamos ter uma produção tão boa como a desse ano e que o número de “amigos” aumente ainda mais.

Meus mais sinceros votos de boas festas e que todos tenham um maravilhoso 2018. E que as abençoadas chuvas de verão continuem caindo por todos os cantos do país!

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