MANAUS SOB UMA “CORTINA DE FUMAÇA”

Um fato que, aparentemente, não está preocupando grandes ambientalistas internacionais como Greta Thunberg, Leonardo di Caprio e Emmanuel Macron, são as atuais queimadas e intensas nuvens de fumaça em grandes áreas da Amazônia.  

A tensa situação internacional encabeçada pelo conflito na Ucrânia e, mais recentemente, pela explosão da violência entre israelenses e palestinos, talvez esteja jogando essa questão para um segundo plano. Pessoalmente, eu acredito que a questão é mais política – como a esquerda assumiu as rédeas do país neste ano, a “turma” está pegando mais leve. 

Segundo os critérios da OMS – Organização Mundial de Saúde, a qualidade do ar respirado pelos manauaras está dez vezes pior do que o limite máximo recomendável. A entidade recomenda que a presença de poluentes no ar não ultrapasse 20 microgramas por metro cúbico de ar – em Manaus esse índice está perto de 225 microgramas por metro cúbico de ar. 

Até o último dia 12 de outubro, o Ministério do Meio Ambiente registrava um total de 1.664 focos ativos de fogo apenas no Estado do Amazonas. Esse número de focos de fogo é 147% maior do que o registrado no mesmo período em 2022. Os municípios em pior situação são Autazes, com 141 focos, e Careiro com 110. 

De acordo com informações dos Governos Federal e do Estado, 55 municípios já decretaram situação de emergência e outros 5 estão estudando a adoção da medida. A FIOCRUZ – Fundação Oswaldo Cruz, uma das mais renomadas instituições de pesquisa na área médica do país, está recomendando o uso de máscaras pelas populações das regiões afetadas. 

A região Amazônica está passando por um forte período de estiagem – o principal responsável aqui é o fenômeno climático El Niño. Com a vegetação seca e com o hábito dos pequenos agricultores realizarem a tradicional coivara, a queimada dos terrenos para a preparação dos solos para o plantio das suas culturas de subsistência, o problema se agrava muito. 

As atuais causas da tragédia atual são praticamente as mesmas e não se vê a mesma violência em declarações dessas mesmas pessoas. 

A pergunta que eu sempre me faço – essa gente está mesmo preocupada com a “destruição da Floresta Amazônica” ou se trata apenas de narrativa? 

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