PASSARELA CONSTRUÍDA PARA A COP 30 EM BELÉM SOB RISCO DE DESMORONAMENTO  

Essa notícia pode até parecer mentira, mas é a mais pura verdade. 

A famigerada COP 30 – 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, realizada em novembro de 2025 na cidade de Belém do Pará, ainda continua gerando manchetes, lamentavelmente, negativas. 

Uma passarela metálica para pedestres, que foi instalada na Avenida Júlio César, área central da cidade, passou a apresentar deformações estruturais, com risco de colapso. A imagem acima mostra claramente a deformação da estrutura. As autoridades da Prefeitura de Belém decidiram remover a estrutura como forma de garantir a segurança de pedestres e motoristas. A operação foi realizada no último dia 11 de março. 

A obra fez parte do pacote de intervenções urbanas do Parque Igarapé São Joaquim e, em tese, seria um dos legados da COP 30 para a população da cidade. As obras do conjunto foram orçadas em R$ 173 milhões. 

Com um vão com cerca 36 metros, essa passarela já havia causado diversos transtornos desde a sua instalação em outubro de 2025. Poucos dias após a montagem, uma carreta quase ficou entalada sob a estrutura. Dois dias depois, dois caminhões-cegonha ficaram retidos devido a baixa altura da passarela em relação ao solo. 

Para evitar novos problemas, os técnicos responsáveis pela obra resolveram aumentar a altura em relação ao solo de 4,5 metros para 5,2 metros. Com essa intervenção, a obra acabou sendo liberada para uso público após o término da COP 30. 

Chama a atenção que, com menos de 6 meses de uso, a estrutura já esteja apresentando sinais de fadiga estrutural que obras similares mostram após dezenas de anos de uso. O problema demonstra que a qualidade do trabalho foi péssima, o que aliás foi uma das marcas da COP 30.

Um outro problema de “desmanche” prematuro de obra está sendo visto na polêmica Avenida da Liberdade, que está apresentando graves problemas de erosão no asfalto em vários trechos. Fotos do local mostram claramente que a camada de asfalto aplicada sobre o solo é extremante fina, algo que os populares chamam de “asfalto casca de ovo”.

Com cerca de 13 km de extensão, essa avenida foi construída para facilitar a ligação entre o Aeroporto Val de Cans e o centro de Belém. O trajeto escolhido atravessou um remanescente de Floresta Amazônica ao redor da cidade, o que levou ao corte de milhares de árvores. De acordo com uma estimativa feita pela Defensoria Pública do Pará, uma área de vegetação equivalente a 76 hectares (ou algo como 107 campos oficiais de futebol) foi suprimida. 

Estimativas extraoficiais, que levam em conta a densidade de árvores por hectare na Amazônia, indicam que um volume entre 20 mil e 45 mil árvores foram derrubadas, uma ação altamente contraditória para um evento cujo principal objetivo seria a preservação da Floresta Amazônica. 

Pelo andar da “carruagem”, a COP 30 ainda vai gerar muitas notícias ruins para todos nós brasileiros…