
Os incêndios que, desde maio, estão destruindo grandes áreas florestais no Canadá já liberaram cerca de 160 megatoneladas métricas de carbono na atmosfera do planeta. Essas é uma das conclusões de um relatório do Copernicus, o componente de observação da Terra do programa espacial da União Europeia.
Para efeito de comparação, esse volume corresponde a 88% das emissões anuais do Canadá em 2021, o que mostra a gravidade da situação. Segundo algumas fontes, já foram queimados cerca de 40 mil km² de matas, uma área 4 vezes maior do que tudo foi “destruído” na Floresta Amazônica em 2022.
Esses incêndios tiveram início no mês de maio nas províncias da Colúmbia Britânica, Alberta, Saskatchewan e os Territórios do Noroeste., todos no Oeste do Canadá. Depois, as chamas atingiram áreas em Ontário, Quebec e Nova Escócia no Leste do país.
Nos últimos dias, a nuvem de fumaça chegou em Portugal, país no Extremo Oeste da Europa e a cerca de 5 mil km do Canadá. Essa fumaça está sendo carregada na direção da Europa por conta das fortes correntes de ventos que cruzam o Oceano Atlântico.
As altas temperaturas e o ar seco em grande parte das regiões afetadas está facilitando a propagação das chamas. Mudanças climáticas são apontadas como a causa principal dessa situação “anormal” no país.
Em nossa última postagem falamos de uma forte onda de calor que está castigando os Estados Unidos, o que sinaliza que a situação no “grande irmão do Norte”, expressão que os norte-americanos usam para se referir ao Canadá, não deverá melhorar tão cedo.
Incêndios florestais sempre fizeram “parte das paisagens” do Canadá. Entretanto, a umidade natural dessas florestas ajudava a controlar a extensão e o tamanho dos estragos causados pelo fogo. Com as altas temperaturas e a baixa umidade do ar, a vegetação está mais seca e susceptível a arder com as chamas.
Infelizmente, essa é uma situação que tenderá a se tornar cada vez mais comuns em áreas florestais de todo o mundo devido ao Aquecimento Global
